A Arte de Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância
1.
De acordo com o decreto Nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o artigo 80 da LDB ( lei de nº 9394/96) diz que:
“Educação a distancia é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.
Parágrafo único – os cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial, com flexibilidade de requisitos para admissão, horário e duração, sem prejuízo, quando for o caso, dos objetivos e dos diretrizes curriculares fixados nacionalmente.”
Alves (1994, p.9) compartilha em parte da opinião de Landim, ao defender a tese que a Educação a Distância iniciou com a invenção da imprensa, porque antes de Guttenberg "os livros, copiados manualmente, eram caríssimos e portanto inacessíveis à plebe, razão pela qual os mestres eram tratados como integrantes da Corte. Detinham o conhecimento, ou melhor, os documentos escritos, que eram desde o século V a.C. feitos pelos escribas." A evolução da ED mencionada por Moore e Kearsley (1996), identifica a existência de 3 gerações:
Tabela 2: As gerações de ensino a distância
Geração
Início
Características
1a.
até 1970
Estudo por correspondência, no qual o principal meio de comunicação eram materiais impressos, geralmente um guia de estudo, com tarefas ou outros exercícios enviados pelo correio.
2a.
1970
Surgem as primeiras Universidades Abertas, com design e implementação sistematizadas de cursos a distância, utilizando, além do material impresso, transmissões por televisão aberta, rádio e fitas de áudio e vídeo, com interação por telefone, satélite e TV a cabo.
3a.
1990
Esta geração é baseada em redes de conferência por computador e estações de trabalho multimídia.
Sendo que não há necessariamente a substituição de uma alternativa pela outra,o que acontece é que as novas alternativas vão incorporando e ajustando as anteriores e criando um novo modelo. Moore e Kearsley (1996, p. 19) mencionam que um grande percentual de cursos a distância ainda são conduzidos por correspondência.A terceira geração de cursos a distância está diretamente ligada ao uso do computador pessoal e da Internet, que viabiliza "mecanismos para os estudantes se comunicarem de forma síncrona (salas de chat) e assíncrona (grupos de discussão por e-mail e net meetings), segundo McIsaac e Ralston, (1997).Esta tecnologia viabiliza o tipo de interação social entre alunos e professores que supera a "distância social" bem como a "distância geográfica".
A educação à distância, aliada a novas tecnologias é hoje uma realidade educacional.
Para muitos estudiosos a EAD é uma grande oportunidade de qualificação profissional, sem que haja risco de redução na qualidade dos serviços oferecidos.
O ensino não presencial é uma forma de auto-estudo, facilitando geograficamente para a maioria dos alunos.
Para ocorrer a EAD é necessário a formação de uma equipe de profissionais qualificados para a montagem do projeto educacional, atender a dúvidas dos alunos, gerando uma forte relação entre: professores-tutores/alunos/equipe pedagógica.
A única educação relevante é a critica, porque é a única que está do lado de sujeitos históricos capazes de fazer história própria e solidária (Elliot e Filipeki 1996,pp. 263-272; Bartolome 1994, pp. 173-193).
Sabemos que o nosso maior atraso histórico não está na economia, reconhecida como já importante no mundo, mas na educação. Ou resolvemos isso, ou ficaremos para trás. (Pedro Demo).
É cada vez maior a convicção de que estaria na educação a estratégia mais efetiva para enfrentarmos a modernidade, sobretudo no sentido de uma cidadania plantada na competência humana de manejar bem o conhecimento moderno. (Demo 1995c). Para isso é necessário que o educando esteja preparado para ser um pesquisador, formar-se propedeuticamente, seja capaz de elaborar o seu conhecimento com a própria mão, não podemos esquecer que para haver educação/aprendizagem precisamos de uma triologia: ensino/pesquisa/conhecimento, para que ocorra esse processo é necessário que o aprendente, ou melhor, o sujeito da aprendizagem, seja capaz de aprender a aprender e para tal ele necessita de saber pensar, ele precisa ser capaz de saber que todo conhecimento científico é autoconhecimento, porque há interesse, gozo na produção do conhecimento; mas ao mesmo tempo, há sistematização, há transmissão, há compromisso com o que se sabe, há conservação das experiências passadas, entra aí, a importância de se refletir as possibilidades da “ notável relevância e complexidade do papel do tutor nos programas de Educação a Distância , demonstra a necessidade de um perfil profissional com habilidades e competências quase paradigmáticas. Espera-se que o tutor, além de possuir domínio da política educativa da instituição onde está inserido e conhecimento atualizado das disciplinas sob sua responsabilidade exerça uma sedução pedagógica adequada no processo educativo.(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
O educador contém modalidades diversas, especialmente a de professor/tutor. O educador não tem uma tarefa única profissional; as suas funções básicas estão ligadas intrinsecamente entre: O – agir , acionando fins, valores e objetivos e o Fazer, modificando o homem concreto, que não tem que refazer as coisas como substâncias externas apenas, mas tem que refazer as coisas e as circunstâncias apropriadas pela práxis do sujeito... O professor tem uma profissão: um saber fazer (ensino e pesquisa correlatos à produção, distribuição e consumo, igualmente ao conteúdo e a forma ou método, no plano material) e um agir implícito e secundário em diferentes áreas do conhecimento” (Mendes – Subsídios para a concepção do educador p.1).
No modelo tradicional de ensino, com a presença viva dos professores o carisma acentuado de alguns, reduz o desprazer e dificuldade encontrada por alunos menos empolgados na aquisição do saber... .(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
Distingo o professor e o mestre e, nesse caso, pode-se estabelecer analogia entre o mestre e o educador ou o filósofo. Nestes, o ser e o fazer se fundem num opus (denso,”molecular” e multidimensional) percorrido pelo seu trabalho de experiência e de reflexão, e não em tarefas fixadas no tempo e no espaço... o professor, o educador, o tutor, atravessam a espessura do contingente e do cotidiano para superar depois a realidade constituída” (Dermeval Trigueiro Mendes pp. 1 e 2).
No cenário da educação à distância o papel do tutor extrapola os limites conceituais, impostos na sua nomenclatura, já que ele, em sua missão precípua, é educador como os demais envolvidos no processo de gestão, acompanhamento e avaliação dos programas...( .(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
O texto de Mathias Gonzalez aborda que é fundamental o tutor auxiliar os alunos nas atividades promovendo e provocando a intercomunicação, e o raciocínio crítico.Segundo José Manuel Moran (especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância). É importante educar para a autonomia, para que cada um encontre o seu próprio ritmo de aprendizagem e, ao mesmo tempo, é importante educar para cooperação, para aprender em grupo, para intercambiar idéias, participar de projetos, realizar pesquisas em conjunto."É importante sermos professores-educadores, com um amadurecimento intelectual, emocional e comunicacional que facilite todo processo de organização da aprendizagem. Pessoas abertas, sensíveis, humanas, que valorizem mais a busca que o resultado pronto, o estímulo que a repreensão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e comunicação
Continuemos assim: Mestre, professor, educador, tutor, têm como função precípua de estimular, incentivar, promover, suscitar o pensamento, a cultura, exigindo assim uma postura mais agressiva, que significa a necessidade constante de atualização, domínio do conhecimento científico, capacidade de produção tecnológica, importância de investir no saber, enfrentar o novo, com clareza que o novo é o que está para ser feito, para ser produzido e não o que está somente para ser comunicado.
Fica claro que o professor/tutor precisa promover o pensamento, o conhecimento científico, o saber técnico, ajudando na produção do conhecimento e não apenas na transmissão do mesmo. Partimos do pressuposto que ninguém ensina aquilo que não sabe, ou seja, de que a atividade da pesquisa se constitui uma necessidade intrínseca ao ato de ensinar; “estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo” (LDB) é função do professor de ensino superior.
A imbricação entre ensino e pesquisa se torna um pré-requisito para a educação de qualidade, tendo uma participação efetiva do professor/tutor, onde o mesmo deve ajudar os alunos a conhecerem as suas possibilidades de aprender, orientar suas dificuldades, indicar métodos de estudo e atividades que os levem a aprender a aprender, de forma autônoma e independente. A aprendizagem é uma forma de conhecimento humano – relação cognitiva entre o aluno e matéria de estudo – desenvolvendo-se sob as condições específicas do processo de ensino. O ensino não existe por si mesmo, mas na relação com a aprendizagem. A aprendizagem efetiva acontece quando pela influência do professor/tutor, são mobilizadas as atividades física e mental. É o que denominamos de processo de assimilação ativa.
A relação pedagógica conclama a uma construção cotidiana. Sozinho, o aprendiz caminha vacilante, perdendo o rumo desejado. Nisso o tutor pode ampará-lo, conduzi-lo e encaminhá-lo. À medida que o processo de aprendizagem de efetiva, a relação do aluno com o tutor, muda se aprofunda, estreitando o laço afetivo, propiciando a permeabilidade educativa, uma vez que a educação deve ser vista sempre uma prática social ligada á formação de valores e práticas do indivíduo para a vida social, em possibilidade de ir em direção a uma maior autonomia, lberdade e diferenciação. Um caminho e alternativa para a consecução de sua missão educativa encontrada elo tutor é a sedução. (texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
No início dos anos 60 surgiram os movimentos de educação de adultos que geraram idéias pedagógicas e práticas de educação, configurando a tendência que veio ser denominada Pedagogia Libertadora – o professor tem como tarefa orientar a aprendizagem dos alunos. A atividade é centrada na discussão de temas sociais e políticos, onde professor e alunos analisam problemas e realidades do meio sócio-econômico e cultural da comunidade local. A aprendizagem é centrada na participação ativa, na pesquisa, na pesquisa, trabalho em grupo ou individual, consolidando o conhecimento. É uma didática que busca desenvolver o processo educativo de participação ativa e por isso o professor é coordenador ou animador das atividades que se organizam.
A pergunta feita é: É possível afirmar que a "pedagogia" de Paulo Freire pode contribuir para o entendimento e para o desenvolvimento da Educação a Distância?
E a resposta objetiva é: SIM.
Sim, é possível verificar traços do que Paulo Freire nos ensinou (e seus escritos continuam a nos ensinar!!!) nesta modalidade de ensino que, a cada dia que passa, mais e mais merece destaque nas manchetes dos jornais, nas Instituições de Ensino de todos os níveis e nas vidas das pessoas das mais diversas esferas sociais.
Se é possível responder com apenas uma palavra e sermos enfáticos ao afirmar que os ensinamentos de Paulo Freire contribuem para esta modalidade de ensino, a justificativa para isso exige uma reflexão um pouco mais aprofundada, para que a leviandade de uma resposta rápida e curta não possa ser imputada a este tema tão sério e de tão grande relevância para a área da educação em todo o mundo.
Num país com tantas desigualdades sociais como o Brasil, em que tantas pessoas são analfabetas de fato e há outros tantos cidadãos analfabetos funcionais, quem trabalha com educação tem um vasto campo para atuar.
Além disso, sabe-se que, cada vez mais, temos que continuar aprendendo... é o aprender a aprender que tem que ser ensinado.
O bom mestre não apenas faz com que seus alunos decorem regras e mais regras, para reproduzi-las em provas e trabalhos, mas ensiná-os a procurar e, o mais importante, a encontrar respostas a perguntas que a eles sejam feitas em qualquer época, local ou situação.
A Educação a Distância atualmente tem recebido grande destaque e popularidade, porém, não é uma modalidade de ensino que tenha surgido recentemente, nem é um modismo. Ela apenas ressurgiu com muita força devido aos grandes avanços tecnológicos ocorridos nas últimas décadas.
Além disso, o uso da tecnologia é um imperativo ético tanto para o professor, para que esse possa continuar a sua própria capacitação, como para o aluno, para que esse não seja excluído. A tecnologia pode derrubar muros, transformar as aulas em comunidades de trabalho e construir uma nova sociedade.
Ninguém educa ninguém,ninguém educa a si mesmo,os homens se educam entre si,mediatizados pelo mundo.
Paulo Freire
No Século XXI, temos vida e trabalho mediados pela tecnologia. Devemos, portanto, aprender a usá-la crítica e criativamente.
Mesmo aqueles que só trabalham com a modalidade de ensino presencial deverão dominar a tecnologia de Educação a Distância, pois essa servirá de enriquecimento àquela.
A Educação a Distância é vista como uma solução viável às restrições em atender a crescente demanda por educação dos atuais sistemas de ensino presencial, além de ter uma grande importância como agente democratizador da educação na nova era, a chamada sociedade do conhecimento.
Mas voltando ao “SIM”, escolhemos três categorias de análise para justificar a resposta dada, são elas: diálogo, participação e autonomia.
Estas três categorias estão presentes tanto na obra de Paulo Freire, como nos ensinamentos do Prof. Dr. Otto Peters, fundador e primeiro reitor da FernUniversität de Hagen, Alemanha.
A Educação a Distância é pensada como uma modalidade que precisa romper com as lógicas que permeiam a aprendizagem no ensino presencial, por meio da incorporação de uma característica comunicacional chave para esse processo: a interatividade e esta interatividade pode, também, ser chamada de diálogo: diálogo entre todos os atores envolvidos nos cursos a distância (aluno, professor, tutor, monitor).
O diálogo acontece, também, nos inúmeros eventos e reuniões que abordam este tema e que têm contado com pesquisadores de diversas regiões do Brasil e do mundo. Nestas ocasiões, as pessoas têm espaço para expressar seus pensamentos e opiniões, seus anseios e projetos.
Além disso, há o diálogo também na construção da legislação brasileira de educação à distância. O mais recente exemplo é a trajetória do Decreto 5622 de 2005, que, antes de ser publicado, circulou pelas caixas postais da comunidade interessada no assunto e recebeu sugestões antes de ser aprovado e entrar em vigor.
Com a concepção Diálogo, PETERS (2001) refere-se à interação lingüística direta e indireta entre docentes e discentes, portanto, refere-se ao diálogo que de fato acontece.
Para MOORE (1993), apud PETERS (2001),
Um diálogo é direcionado, construtivo e é apreciado pelos participantes. Cada uma das partes presta respeitosa e interessada atenção ao que o outro tem a dizer. Cada uma das partes contribui com algo para seu desenvolvimento e se refere às contribuições do outro partido. Podem ocorrer interações negativas e neutras. O termo diálogo, no entanto, sempre se reporta a interações positivas. Dá-se importância a uma solução conjunta do problema discutido, desejando chegar a uma compreensão mais profunda dos estudantes.[1]
Dessa forma, essa concepção está comprometida com a pedagogia humanista, onde o diálogo de pessoa para pessoa tem importância central, desde que transcorra sem estruturas e sem fim predeterminados.
A aprendizagem dialogal exige dos estudantes parceria, respeito, calor humano, consideração, compreensão empática, sinceridade e autenticidade.
O diálogo tem uma importância muito grande no ensino e na aprendizagem na Educação a Distância.
Destacando tal relevância, PETERS detém-se no estudo detalhado dessa concepção, fazendo análises dos seguintes aspectos: didático-científico, didático-universitário, didático-teleducativo, pedagógico, filosófico, antropológico, sociológico, e faz um balanço intermediário sobre o diálogo.[2]
Este diálogo faz com que a segunda categoria apareça, isto é, a participação. É através do diálogo entre os diversos atores envolvidos com a Educação a Distância e entre os participantes de cursos nesta modalidade de ensino que a participação acontece.
E esta participação ocorre em função da terceira categoria de análise, que é a autonomia, isto é, em curso a distância, ninguém obriga ninguém a nada. Se o estudante não tem iniciativa e autonomia de estudo, ele não acessa as páginas do curso que escolheu, aliás, ele nem escolhe o curso.
Segundo PETERS, (2001),
O conceito “autonomia” desempenhou papel importante na pedagogia alemã, porque foi relacionada tradicionalmente à questão da pedagogia em sua fase de emancipação em relação às demais ciências.[3]
No Século XXI, temos vida e trabalho mediados pela tecnologia. Devemos, portanto, aprender a usá-la crítica e criativamente.
EAD e Formação de ProfessoresRose Aparecida Colognese Rech*
Seja presencial ou à distância, a formação de professores é uma questão bastante discutida e pesquisada atualmente, principalmente no que se refere à construção do conhecimento docente. Neste sentido, autores como Alves (1998), Marques (2003), Nóvoa (1992), Tardif (2002) vêm defendo a idéia de que a formação do professor se dá em múltiplas esferas e é constituída por vários saberes. Levar em consideração estes princípios, na concepção destes autores, implica reconhecer que não existe um momento estanque de formação, mas que ela vai sendo construída e reconstruída durante toda a trajetória profissional e também pessoal do professor.
Nesta perspectiva, estamos diante da construção de um novo paradigma na formação de professores, que visa superar o modelo tradicional positivista de educação. Assim, Neder In Preti (2005) aponta a educação a distância como “uma possibilidade de (re)significação paradigmática no contexto do processo de formação de professores”, pois esta modalidade favorece a interação entre os sujeitos, propiciando o diálogo, a troca, a construção coletiva, na qual o professor assume um novo papel no processo de ensino-aprendizagem, não somente de transmissor de conhecimentos, mas assume juntamente com os alunos uma posição de parceria. Dessa forma, a autonomia do aluno é um dos ideais educativos, pois ele é estimulado, instigado a buscar, exigindo assim, um grande comprometimento com a construção do conhecimento.
Estas questões que a autora nos remete, acerca da construção de um novo paradigma, parecem estar diretamente ligadas ao modelo “Aprender a aprender, aprendendo”, sustentado por Paulo Freire. O autor considera que a verdadeira construção do conhecimento se dá através de uma troca, de uma relação dialógica, ou seja, acontece através das relações com os outros e com o mundo.
A EAD, como vimos, pode contribuir para um processo mais flexível e autônomo, porém, Preti (2005) alerta para que isto não fique apenas nas práticas discursivas das instituições. O autor fala, ainda, do equívoco conceitual ao se utilizar o termo “autonomia” como sinônimo de autodidatismo, capacidade de a pessoa estudar por conta própria. Segundo ele, só esta característica não basta para garantir a autonomia.
”Em nosso entender, isso não é suficiente. Tem de ser levado em conta o contexto histórico-cultural em que ocorrem esses processos formativos, para se compreender as limitações e as possibilidades de práticas pedagógicas como colaboradoras no processo de construção da autonomia do aluno, em suas diferentes dimensões e não somente limitada à aprendizagem autônoma, ao estudo independente” (PRETI, 2005, p.129).
Para este autor, é possível organizar um sistema de apoio ao estudante e um ambiente pedagógico que favoreça sua caminhada coletiva e individual no curso, através de recursos humanos, de sistemas de avaliação e de acompanhamento, apoiados em abordagens interacionistas.
Peters, assim como faz na primeira concepção apresentada, a saber, diálogo, detém-se nessa concepção apresentando o termo autonomia nas dimensões filosófica, pedagógica e didática, devido a sua profundidade, abrangência e por o mesmo “estar ancorado multidimensionalmente em nosso pensamento”[4].
Para PETERS (2001), “o estudo autônomo desempenha papel importante na educação de adultos e nas educações complementares”[5].
A autonomia contrapõe-se ao ensino programado, por este ser totalmente estruturado e não admitir obviamente a autonomia do estudante.
Certo é que a valorização ou o emprego de uma categoria em detrimento das outras traz resultados negativos, ou seja, o ideal é haver o equilíbrio no uso delas.
A educadora Marly Meira, que possui uma longa trajetória dentro da arte-educação. Demonstra com a sua visão humanista, a necessidade de atualização e aperfeiçoamento das práticas pedagógicas, seduzindo intencionalmente o aprendiz na direção do saber libertador (.(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
O trabalho do professor/tutor deve estar embasado nos seguintes objetivos:
· Assegurar aos alunos o domínio mais seguro e duradouro possível dos conhecimentos científico;
· Criar as condições e os meios para que os alunos desenvolvam, capacidades, competências e habilidades intelectuais de modo que dominem métodos de estudo e trabalho intelectual, visando a sua autonomia no processo de aprendizagem e independência do pensar;
· Suscitar no aluno o espírito crítico, criativo onde desenvolvam o aprender, a pesquisa, o senso de responsabilidade, a dedicação ao estudo, a ética, a força de vontade, a formação de atitudes e convicção frente a reelaboração desses objetos do conhecimento.
O conhecimento recém adquirido só se transforma em sabedoria quando é posto em prática. No momento em que o indivíduo o utiliza até sem pensar, pelo hábito, alcança a sabedoria. O verdadeiro saber é aquele que aparece automaticamente, no cotidiano, aumentando a eficiência e o prazer de viver. Quanto mais uma pessoa sabe, mais descobre existir algo que ela gostaria de saber. Portanto a sabedoria é um contínuo aprender. Além de ter o prazer de saber, quem sabe tem um poder natural sobre quem não sabe. ( Içami Tiba – Ensinar Aprendendo p. 41)
O professor/tutor precisa ser eterno aprendiz, saber que quanto mais estuda, pesquisa, mais seus alunos sabem, mais são capazes de aprender a aprender.
E assim,
Esses sábios professores
Transformam o Saber
Em Sabor e Alegria de Viver.
Içami Tiba – Ensinar Aprendendo
Referência Bibliográfica:
Alves, Nilda; Villardi, Raquel . Múltiplas Leituras da Nova LDB. Editora Dunya, 1997.
Demo, Pedro. A Nova LDB, Ranços e Avanços. Campinas, São Paulo:Papirus, 1997.
FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler em três artigos que se completam. 18ª ed. São Paulo : Cortez, 1987.
______. Cartas a Cristina. Reflexões sobre minha vida e minha práxis. 2ª ed. rev. São Paulo : UNESP, 2003.
______. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 18ª ed. São Paulo : Paz e Terra, 2001.
______. Pedagogia da Esperança. Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. 7ª ed. São Paulo : Paz e Terra, 2000.
______. Pedagogia da Indignação. Cartas Pedagógicas e outros escritos. São Paulo : UNESP, 2000.
______. Pedagogia do Oprimido. 30ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
Libâneo, Carlos, Carlos.Práticas Educativas, Pedagogia e Didática. São Paulo: Cortez, 1990.
Macedo, Lino. Ensaios Construtivistas. Casa do Psicólogo.
Tiba, Içami.Ensinar Aprendendo. São Paulo: Editora Gente,1998.
Professora: Abigail Goes
Alunos:
Cristina Cury
Cristiano Oliveira
Jaqueline Custódio
João
Maria Luiza de Aguiar Mattos
Rosmara Miranda da Silva
PETERS, Otto. Didática do Experiências e estágio da discussão numa visão internacional. Tradução de Ilson Kayser. São Leopoldo : Unisinos, 2001. p. 73.
[1] Idem. p. 76 – 85.
[1] Idem. p. 93.
[4] Idem. p. 94.
[5] Idem. p. 103.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Referência Bibliográfica do Trabalho sobre o texto Arte da Sedução pedagógica na Tutoria em educação a Distância:
Alves, Nilda; Villardi, Raquel - Múltiplas Leituras da Novas LDB editora Dunia, 1997
Demo, Pedro- A Nova LDB - Ranços e Avanços, Campinas, São Paulo, editora Papirus, 1997;
Libâneo, Carlos, josé - Práticas Educativas - Pedagogia e Didática; editora Cortez, São Paulo, 1990;
Tiba, Içami - ensinar Aprendendo, editora Gente, São Paulo, 1998;
Macedo, de Lino - Ensaios Construtivista, editora Casa do Psicólogo;
Hoffmann, Jussara - Avaliação Mediadora - Uma prática em construção da pré escola á universidade,editora Mediação, Porto Alegre, 2001
Alves, Nilda; Villardi, Raquel - Múltiplas Leituras da Novas LDB editora Dunia, 1997
Demo, Pedro- A Nova LDB - Ranços e Avanços, Campinas, São Paulo, editora Papirus, 1997;
Libâneo, Carlos, josé - Práticas Educativas - Pedagogia e Didática; editora Cortez, São Paulo, 1990;
Tiba, Içami - ensinar Aprendendo, editora Gente, São Paulo, 1998;
Macedo, de Lino - Ensaios Construtivista, editora Casa do Psicólogo;
Hoffmann, Jussara - Avaliação Mediadora - Uma prática em construção da pré escola á universidade,editora Mediação, Porto Alegre, 2001
Atividade:
Inovação e Complementação:
· Ler o texto A Arte de Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância;
· Utilizar o texto como ponto de partida para:
- Acrescentar novas idéias.
- Procurar enriquecê-lo; e, deste modo,
- Abrir caminhos para novas interpretações do assunto.
· Elaborar uma apresentação no Power Point;
· Postar a apresentação nos blogs dos alunos do grupo.
De acordo com o decreto Nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o artigo 80 da LDB ( lei de nº 9394/96) diz que:
“Educação a distancia é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.
Parágrafo único – os cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial, com flexibilidade de requisitos para admissão, horário e duração, sem prejuízo, quando for o caso, dos objetivos e dos diretrizes curriculares fixados nacionalmente.”
A educação à distância, aliada a novas tecnologias é hoje uma realidade educacional.
Para muitos estudiosos a EAD é uma grande oportunidade de qualificação profissional, sem que haja risco de redução na qualidade dos serviços oferecidos.
O ensino não presencial é uma forma de auto-estudo, facilitando geograficamente para a maioria dos alunos.
Para ocorrer a EAD é necessário a formação de uma equipe de profissionais qualificados para a montagem do projeto educacional, atender a dúvidas dos alunos, gerando uma forte relação entre: professores-tutores/alunos/equipe pedagógica.
A única educação relevante é a critica, porque é a única que está do lado de sujeitos históricos capazes de fazer história própria e solidária (Elliot e Filipeki 1996,pp. 263-272; Bartolome 1994, pp. 173-193).
Sabemos que o nosso maior atraso histórico não está na economia, reconhecida como já importante no mundo, mas na educação. Ou resolvemos isso, ou ficaremos para trás. (Pedro Demo).
É cada vez maior a convicção de que estaria na educação a estratégia mais efetiva para enfrentarmos a modernidade, sobretudo no sentido de uma cidadania plantada na competência humana de manejar bem o conhecimento moderno. (Demo 1995c). Para isso é necessário que o educando esteja preparado para ser um pesquisador, formar-se propedeuticamente, seja capaz de elaborar o seu conhecimento com a própria mão, não podemos esquecer que para haver educação/aprendizagem precisamos de uma triologia: ensino/pesquisa/conhecimento, para que ocorra esse processo é necessário que o aprendente, ou melhor, o sujeito da aprendizagem, seja capaz de aprender a aprender e para tal ele necessita de saber pensar, ele precisa ser capaz de saber que todo conhecimento científico é autoconhecimento, porque há interesse, gozo na produção do conhecimento; mas ao mesmo tempo, há sistematização, há transmissão, há compromisso com o que se sabe, há conservação das experiências passadas, entra aí, a importância de se refletir as possibilidades da “ notável relevância e complexidade do papel do tutor nos programas de Educação a Distância , demonstra a necessidade de um perfil profissional com habilidades e competências quase paradigmáticas. Espera-se que o tutor, além de possuir domínio da política educativa da instituição onde está inserido e conhecimento atualizado das disciplinas sob sua responsabilidade exerça uma sedução pedagógica adequada no processo educativo.(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
O educador contém modalidades diversas, especialmente a de professor/tutor. O educador não tem uma tarefa única profissional; as suas funções básicas estão ligadas intrinsecamente entre: O – agir , acionando fins, valores e objetivos e o Fazer, modificando o homem concreto, que não tem que refazer as coisas como substâncias externas apenas, mas tem que refazer as coisas e as circunstâncias apropriadas pela práxis do sujeito... O professor tem uma profissão: um saber fazer (ensino e pesquisa correlatos à produção, distribuição e consumo, igualmente ao conteúdo e a forma ou método, no plano material) e um agir implícito e secundário em diferentes áreas do conhecimento” (Mendes – Subsídios para a concepção do educador p.1).
No modelo tradicional de ensino, com a presença viva dos professores o carisma acentuado de alguns, reduz o desprazer e dificuldade encontrada por alunos menos empolgados na aquisição do saber... .(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
Distingo o professor e o mestre e, nesse caso, pode-se estabelecer analogia entre o mestre e o educador ou o filósofo. Nestes, o ser e o fazer se fundem num opus (denso,”molecular” e multidimensional) percorrido pelo seu trabalho de experiência e de reflexão, e não em tarefas fixadas no tempo e no espaço... o professor, o educador, o tutor, atravessam a espessura do contingente e do cotidiano para superar depois a realidade constituída” (Dermeval Trigueiro Mendes pp. 1 e 2).
No cenário da educação à distância o papel do tutor extrapola os limites conceituais, impostos na sua nomenclatura, já que ele, em sua missão precípua, é educador como os demais envolvidos no processo de gestão, acompanhamento e avaliação dos programas...( .(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
Continuemos assim: Mestre, professor, educador, tutor, têm como função precípua de estimular, incentivar, promover, suscitar o pensamento, a cultura, exigindo assim uma postura mais agressiva, que significa a necessidade constante de atualização, domínio do conhecimento científico, capacidade de produção tecnológica, importância de investir no saber, enfrentar o novo, com clareza que o novo é o que está para ser feito, para ser produzido e não o que está somente para ser comunicado.
Fica claro que o professor/tutor precisa promover o pensamento, o conhecimento científico, o saber técnico, ajudando na produção do conhecimento e não apenas na transmissão do mesmo. Partimos do pressuposto que ninguém ensina aquilo que não sabe, ou seja, de que a atividade da pesquisa se constitui uma necessidade intrínseca ao ato de ensinar; “estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo” (LDB) é função do professor de ensino superior.
A imbricação entre ensino e pesquisa se torna um pré-requisito para a educação de qualidade, tendo uma participação efetiva do professor/tutor, onde o mesmo deve ajudar os alunos a conhecerem as suas possibilidades de aprender, orientar suas dificuldades, indicar métodos de estudo e atividades que os levem a aprender a aprender, de forma autônoma e independente. A aprendizagem é uma forma de conhecimento humano – relação cognitiva entre o aluno e matéria de estudo – desenvolvendo-se sob as condições específicas do processo de ensino. O ensino não existe por si mesmo, mas na relação com a aprendizagem. A aprendizagem efetiva acontece quando pela influência do professor/tutor, são mobilizadas as atividades física e mental. É o que denominamos de processo de assimilação ativa.
A relação pedagógica conclama a uma construção cotidiana. Sozinho, o aprendiz caminha vacilante, perdendo o rumo desejado. Nisso o tutor pode ampará-lo, conduzi-lo e encaminhá-lo. Àmidida que o processo de aprendizagem de efetiva, a relação do aluno com o tutor, muda se aprofunda, estreitando o laço afetivo, propiciando a permeabilidade educativa, uma vez que a educaçãoi deve ser vista sempre uma prática social ligada á formação de valores e práticas do indivíduo para a vida social, em possibilidade de ir em direção a uma maior autonomia, lberdade e diferenciação. Um caminho e alternativa para a consecução de sua missão educativa encontrada elo tutor é a sedução. (texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
No início dos anos 60 surgiram os movimentos de educação de adultos que geraram idéias pedagógicas e práticas de educação, configurando a tendência que veio ser denominada Pedagogia Libertadora – o professor tem como tarefa orientar a aprendizagem dos alunos. A atividade é centrada na discussão de temas sociais e políticos, onde professor e alunos analisam problemas e realidades do meio sócio-econômico e cultural da comunidade local. A aprendizagem é centrada na participação ativa, na pesquisa, na pesquisa, trabalho em grupo ou individual, consolidando o conhecimento. É uma didática que busca desenvolver o processo educativo de participação ativa e por isso o professor é coordenador ou animador das atividades que se organizam.
A educadora Marly Meira, que possui uma longa trajetória dentro da arte-educação. Demonstra com a sua visão humanista, a necessidade de atualização e aperfeiçoamento das práticas pedagógicas, seduzindo intencionalmente o aprendiz na direção do saber libertador (.(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
O trabalho do professor/tutor deve estar embasado nos seguintes objetivos:
· Assegurar aos alunos o domínio mais seguro e duradouro possível dos conhecimentos científicos;
· Criar as condições e os meios para que os alunos desenvolvam, capacidades, competências e habilidades intelectuais de modo que dominem métodos de estudo e trabalho intelectual, visando a sua autonomia no processo de aprendizagem e independência do pensar;
· Suscitar no aluno o espírito crítico, criativo onde desenvolvam o aprender, a pesquisa, o senso de responsabilidade, a dedicação ao estudo, a ética, a força de vontade, a formação de atitudes e convicção frente a reelaboração desses objetos do conhecimento.
O conhecimento recém adquirido só se transforma em sabedoria quando é posto em prática. No momento em que o indivíduo o utiliza até sem pensar, pelo hábito, alcança a sabedoria. O verdadeiro saber é aquele que aparece automaticamente, no cotidiano, aumentando a eficiência e o prazer de viver. Quanto mais uma pessoa sabe, mais descobre existir algo que ela gostaria de saber. Portanto a sabedoria é um contínuo aprender. Além de ter o prazer de saber, quem sabe tem um poder natural sobre quem não sabe. ( Içami Tiba – Ensinar Aprendendo p. 41)
O professor/tutor precisa ser eterno aprendiz, saber que quanto mais estuda, pesquisa, mais seus alunos sabem, mais são capazes de aprender a aprender.
E assim,
Esses sábios professores
Transformam o Saber
Em Sabor e Alegria de Viver. (Içami Tiba – Ensinar Aprendendo)
Cristina Cury
Cristiano
Jaqueline Custódio
João
Maria Luiza de Aguiar Mattos
Rosmara Miranda da Silva
Inovação e Complementação:
· Ler o texto A Arte de Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância;
· Utilizar o texto como ponto de partida para:
- Acrescentar novas idéias.
- Procurar enriquecê-lo; e, deste modo,
- Abrir caminhos para novas interpretações do assunto.
· Elaborar uma apresentação no Power Point;
· Postar a apresentação nos blogs dos alunos do grupo.
De acordo com o decreto Nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o artigo 80 da LDB ( lei de nº 9394/96) diz que:
“Educação a distancia é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.
Parágrafo único – os cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial, com flexibilidade de requisitos para admissão, horário e duração, sem prejuízo, quando for o caso, dos objetivos e dos diretrizes curriculares fixados nacionalmente.”
A educação à distância, aliada a novas tecnologias é hoje uma realidade educacional.
Para muitos estudiosos a EAD é uma grande oportunidade de qualificação profissional, sem que haja risco de redução na qualidade dos serviços oferecidos.
O ensino não presencial é uma forma de auto-estudo, facilitando geograficamente para a maioria dos alunos.
Para ocorrer a EAD é necessário a formação de uma equipe de profissionais qualificados para a montagem do projeto educacional, atender a dúvidas dos alunos, gerando uma forte relação entre: professores-tutores/alunos/equipe pedagógica.
A única educação relevante é a critica, porque é a única que está do lado de sujeitos históricos capazes de fazer história própria e solidária (Elliot e Filipeki 1996,pp. 263-272; Bartolome 1994, pp. 173-193).
Sabemos que o nosso maior atraso histórico não está na economia, reconhecida como já importante no mundo, mas na educação. Ou resolvemos isso, ou ficaremos para trás. (Pedro Demo).
É cada vez maior a convicção de que estaria na educação a estratégia mais efetiva para enfrentarmos a modernidade, sobretudo no sentido de uma cidadania plantada na competência humana de manejar bem o conhecimento moderno. (Demo 1995c). Para isso é necessário que o educando esteja preparado para ser um pesquisador, formar-se propedeuticamente, seja capaz de elaborar o seu conhecimento com a própria mão, não podemos esquecer que para haver educação/aprendizagem precisamos de uma triologia: ensino/pesquisa/conhecimento, para que ocorra esse processo é necessário que o aprendente, ou melhor, o sujeito da aprendizagem, seja capaz de aprender a aprender e para tal ele necessita de saber pensar, ele precisa ser capaz de saber que todo conhecimento científico é autoconhecimento, porque há interesse, gozo na produção do conhecimento; mas ao mesmo tempo, há sistematização, há transmissão, há compromisso com o que se sabe, há conservação das experiências passadas, entra aí, a importância de se refletir as possibilidades da “ notável relevância e complexidade do papel do tutor nos programas de Educação a Distância , demonstra a necessidade de um perfil profissional com habilidades e competências quase paradigmáticas. Espera-se que o tutor, além de possuir domínio da política educativa da instituição onde está inserido e conhecimento atualizado das disciplinas sob sua responsabilidade exerça uma sedução pedagógica adequada no processo educativo.(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
O educador contém modalidades diversas, especialmente a de professor/tutor. O educador não tem uma tarefa única profissional; as suas funções básicas estão ligadas intrinsecamente entre: O – agir , acionando fins, valores e objetivos e o Fazer, modificando o homem concreto, que não tem que refazer as coisas como substâncias externas apenas, mas tem que refazer as coisas e as circunstâncias apropriadas pela práxis do sujeito... O professor tem uma profissão: um saber fazer (ensino e pesquisa correlatos à produção, distribuição e consumo, igualmente ao conteúdo e a forma ou método, no plano material) e um agir implícito e secundário em diferentes áreas do conhecimento” (Mendes – Subsídios para a concepção do educador p.1).
No modelo tradicional de ensino, com a presença viva dos professores o carisma acentuado de alguns, reduz o desprazer e dificuldade encontrada por alunos menos empolgados na aquisição do saber... .(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
Distingo o professor e o mestre e, nesse caso, pode-se estabelecer analogia entre o mestre e o educador ou o filósofo. Nestes, o ser e o fazer se fundem num opus (denso,”molecular” e multidimensional) percorrido pelo seu trabalho de experiência e de reflexão, e não em tarefas fixadas no tempo e no espaço... o professor, o educador, o tutor, atravessam a espessura do contingente e do cotidiano para superar depois a realidade constituída” (Dermeval Trigueiro Mendes pp. 1 e 2).
No cenário da educação à distância o papel do tutor extrapola os limites conceituais, impostos na sua nomenclatura, já que ele, em sua missão precípua, é educador como os demais envolvidos no processo de gestão, acompanhamento e avaliação dos programas...( .(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
Continuemos assim: Mestre, professor, educador, tutor, têm como função precípua de estimular, incentivar, promover, suscitar o pensamento, a cultura, exigindo assim uma postura mais agressiva, que significa a necessidade constante de atualização, domínio do conhecimento científico, capacidade de produção tecnológica, importância de investir no saber, enfrentar o novo, com clareza que o novo é o que está para ser feito, para ser produzido e não o que está somente para ser comunicado.
Fica claro que o professor/tutor precisa promover o pensamento, o conhecimento científico, o saber técnico, ajudando na produção do conhecimento e não apenas na transmissão do mesmo. Partimos do pressuposto que ninguém ensina aquilo que não sabe, ou seja, de que a atividade da pesquisa se constitui uma necessidade intrínseca ao ato de ensinar; “estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo” (LDB) é função do professor de ensino superior.
A imbricação entre ensino e pesquisa se torna um pré-requisito para a educação de qualidade, tendo uma participação efetiva do professor/tutor, onde o mesmo deve ajudar os alunos a conhecerem as suas possibilidades de aprender, orientar suas dificuldades, indicar métodos de estudo e atividades que os levem a aprender a aprender, de forma autônoma e independente. A aprendizagem é uma forma de conhecimento humano – relação cognitiva entre o aluno e matéria de estudo – desenvolvendo-se sob as condições específicas do processo de ensino. O ensino não existe por si mesmo, mas na relação com a aprendizagem. A aprendizagem efetiva acontece quando pela influência do professor/tutor, são mobilizadas as atividades física e mental. É o que denominamos de processo de assimilação ativa.
A relação pedagógica conclama a uma construção cotidiana. Sozinho, o aprendiz caminha vacilante, perdendo o rumo desejado. Nisso o tutor pode ampará-lo, conduzi-lo e encaminhá-lo. Àmidida que o processo de aprendizagem de efetiva, a relação do aluno com o tutor, muda se aprofunda, estreitando o laço afetivo, propiciando a permeabilidade educativa, uma vez que a educaçãoi deve ser vista sempre uma prática social ligada á formação de valores e práticas do indivíduo para a vida social, em possibilidade de ir em direção a uma maior autonomia, lberdade e diferenciação. Um caminho e alternativa para a consecução de sua missão educativa encontrada elo tutor é a sedução. (texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
No início dos anos 60 surgiram os movimentos de educação de adultos que geraram idéias pedagógicas e práticas de educação, configurando a tendência que veio ser denominada Pedagogia Libertadora – o professor tem como tarefa orientar a aprendizagem dos alunos. A atividade é centrada na discussão de temas sociais e políticos, onde professor e alunos analisam problemas e realidades do meio sócio-econômico e cultural da comunidade local. A aprendizagem é centrada na participação ativa, na pesquisa, na pesquisa, trabalho em grupo ou individual, consolidando o conhecimento. É uma didática que busca desenvolver o processo educativo de participação ativa e por isso o professor é coordenador ou animador das atividades que se organizam.
A educadora Marly Meira, que possui uma longa trajetória dentro da arte-educação. Demonstra com a sua visão humanista, a necessidade de atualização e aperfeiçoamento das práticas pedagógicas, seduzindo intencionalmente o aprendiz na direção do saber libertador (.(texto a Arte da Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância – Mathias Gonzáles).
O trabalho do professor/tutor deve estar embasado nos seguintes objetivos:
· Assegurar aos alunos o domínio mais seguro e duradouro possível dos conhecimentos científicos;
· Criar as condições e os meios para que os alunos desenvolvam, capacidades, competências e habilidades intelectuais de modo que dominem métodos de estudo e trabalho intelectual, visando a sua autonomia no processo de aprendizagem e independência do pensar;
· Suscitar no aluno o espírito crítico, criativo onde desenvolvam o aprender, a pesquisa, o senso de responsabilidade, a dedicação ao estudo, a ética, a força de vontade, a formação de atitudes e convicção frente a reelaboração desses objetos do conhecimento.
O conhecimento recém adquirido só se transforma em sabedoria quando é posto em prática. No momento em que o indivíduo o utiliza até sem pensar, pelo hábito, alcança a sabedoria. O verdadeiro saber é aquele que aparece automaticamente, no cotidiano, aumentando a eficiência e o prazer de viver. Quanto mais uma pessoa sabe, mais descobre existir algo que ela gostaria de saber. Portanto a sabedoria é um contínuo aprender. Além de ter o prazer de saber, quem sabe tem um poder natural sobre quem não sabe. ( Içami Tiba – Ensinar Aprendendo p. 41)
O professor/tutor precisa ser eterno aprendiz, saber que quanto mais estuda, pesquisa, mais seus alunos sabem, mais são capazes de aprender a aprender.
E assim,
Esses sábios professores
Transformam o Saber
Em Sabor e Alegria de Viver. (Içami Tiba – Ensinar Aprendendo)
Cristina Cury
Cristiano
Jaqueline Custódio
João
Maria Luiza de Aguiar Mattos
Rosmara Miranda da Silva
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